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Bazar do Vavá: 54 anos em Rio do Sul

Cliente da Reval no Alto Vale do Itajaí conta sua história e os momentos de superação para renascer após enchente e incêndio.

O pássaro mitológico Fênix, que renascia das próprias cinzas, é pouco para comparar a capacidade de renascimento de Aderbal João Machado de Souza, o Vavá. O Bazar do Vavá, que teve origem em 1961, quando ele era um simples camelô, passou por dois renascimentos até se transformar no respeitado estabelecimento de Rio do Sul (SC), na região conhecida como Alto Vale, formada por 30 cidades.

Vavá renasceu em duas ocasiões, a primeira delas superando uma enchente. A outra, um incêndio. Isso, no entanto, não faz de Vavá um ser mitológico. Mostra apenas o quão persistente é o cliente destaque desta edição da Revista Reval. Atualmente ele possui duas lojas: Bazar do Vavá e Vavá Brinquedos. Comprador assíduo da Reval, Aderbal Souza conta com o distribuidor número 1 do Brasil para manter seu enorme mix de quase 90 mil itens.

Vavá, nascido em 11/12/1945, completa 70 anos em 2015. “Toda segunda-feira o representante da Reval vem ao bazar”, diz ele, destacando que gosta de ser referência por ter a loja com a maior variedade de produtos.

Qual é o foco do Bazar do Vavá? O proprietário diz que “depende da época do ano”, uma vez que adapta o ponto de venda para valorizar produtos conforme a demanda, como os itens de papelaria no Volta às Aulas e os brinquedos no Dia das Crianças e no Natal. Até produtos básicos de informática o bazar possui em seu mix. Ele diz que foram muitas adaptações ao longo da história, seguindo as tendências comerciais de cada época.

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Aderbal João Machado de Souza, o Vavá

Apelido – Fundador-proprietário do Bazar do Vavá, Aderbal João Machado de Souza conta que o apelido ele recebeu dos irmãos quando criança, em Florianópolis. Ele diz que estudou no Grupo Escolar José Boiteux, no bairro do Estreito, em Florianópolis, e depois no Colégio Dom Bosco, por pouco tempo, pois era muito difícil na época (1961) conciliar trabalho e estudo.

Deixou Floripa para morar com a irmã, Adair. Em 1970 se casou com Waltrudes Bernadete, com quem teve dois filhos: Soraia Raquel, casada com Silas Ferreira Formante, e Cleber Marceo, casado com Ana Cláudia Ribeiro Machado de Souza. Tem três netos: Ítalo, filho de Soraia e casado com Keilah Letícia Campestrini; Isabela e Maryah, filha de Cleber e Ana Cláudia.

Bazar do Vavá
Bazar do Vavá

 

Interior do Bazar do Vavá
Interior do Bazar do Vavá

Barraquinha – O tino comercial de Vavá teve início em 31 de janeiro de 1961, quando instalou uma barraquinha de 3 x 2 metros quadrados na antiga rodoviária, na Praça Dias Velho. Com a mudança do terminal rodoviário para a rua próxima ao Museu Histórico, Vavá passou a vender sua mercadoria utilizando a plataforma onde os ônibus costumavam parar. Tinha de tudo: meias, lenços, canivetes, cortador de unhas, chaveiros, cintas, agulhas, bonecas…

Ele lembra que fazia o trabalho de camelô, oferecendo a mercadoria às pessoas que por ali transitavam. Dinâmico, aos sábados à tarde e aos domingos subia numa bicicleta e saía por outras cidades oferecendo casa a casa suas mercadorias. Ele tinha vontade de vencer, humildade, honestidade e, com muito desprendimento, tornou-se um empresário respeitado no Alto Vale.

Vavá Brinquedos
Vavá Brinquedos

 

Interior da Vavá Brinquedos
Interior da Vavá Brinquedos

Água, o tormento de 1983

A primeira superação de Vavá foi em 1983, por ocasião de uma grande enchente que inundou a casa dele e todo o estoque. Loja e depósito ficaram inundados. A história de vida e as amizades fortes que cultivou entre os fornecedores deram a ele as condições para voltar a trabalhar. Fornecedores ligavam para ele oferecendo produtos para que o Bazar do Vavá recomeçasse das águas.

“Comprei mercadorias sem cheques”, lembra Vavá, citando que chegou a oferecer o prédio recém-construído como garantia. Mas não precisou usar dessa garantia. A confiança de todos em Vavá foi suficiente para o renascimento. Foi uma jogada arriscada, segundo ele, mas não tinha outra saída a não ser comprar na confiança.

Ele cita uma frase do pai para mostrar a importância de ter bom relacionamento. “Mais vale um amigo na praça do que dinheiro em caixa”. No final de 1983 foi inaugurado o prédio onde funciona o Bazar do Vavá, na Avenida Oscar Barcelos, 622. Em 1991 foi inaugurada a loja Vavá Brinquedos, em frente do bazar.

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Fogo causa prejuízo em 1992

Tudo ia bem para o Vavá, que deixou a vida de camelô para trás e já era um próspero empresário. Mas nem isso o livrou de um grande prejuízo em 1992. Um incêndio consumiu as instalações de um prédio na praça Dias Velho, onde por muito tempo foi o terminal rodoviário. No local funcionava vários estabelecimentos e era onde estava o depósito do Bazar do Vavá.

Mais uma perda. Mais uma vez, nada de desânimo. Mais uma vez é hora de renascer. Trabalhador, prudente, afetuoso, dono de um sorriso contagiante e de uma risada inconfundível, ele sabe conquistar sua freguesia. Foi acreditando no seu potencial e com o carisma que lhe é peculiar que acompanhou o crescimento de Rio do Sul e de suas lojas.

Equipe reunida
Equipe reunida

Atualmente, o Bazar do Vavá possui 25 funcionários, sendo 13 na matriz e 12 na loja de brinquedos. O funcionário Hélcio Ângelo Machado Cechet é gerente geral e está na empresa há 32 anos. Como ele, outros colaboradores estão há tempos na equipe, como Aneli Ossemer Souza (29 anos), Marileusa Tenfen (26 anos), Silvania Schlemper (22 anos) e Soraia Raquel Machado de Souza (gerente da filial, 18 anos na empresa).

Vavá diz que sua esposa sempre batalhou ao seu lado e chegou a gerenciar durante alguns anos a loja de brinquedos. Agora, atua na retaguarda. A filha Soraia Raquel é a gerente, enquanto o filho Cleber e o neto Ítalo também colaboram na administração. E que venham mais cinquenta anos ou mais. Vavá e seus sucessores estão prontos para o que der e vier. E para renascer quantas vezes for preciso.

Cidade se sobressai no vale

Rio do Sul. Foto: Humbolt - SC
Rio do Sul. Foto: Humbolt – SC

Muito há para ser refletido sobre a vivência dos colonizadores, que venceram as dificuldades e contribuíram para o desenvolvimento e crescimento de Rio do Sul. O Rio Itajaí-Açu desempenhou papel principal para a fixação dos colonizadores no Alto Vale do Itajaí. O núcleo populacional que se formou nas margens do Rio Itajaí do Sul chamava-se Suedam, ou seja, Braço do Sul. No ano de 1912, passou a chamar-se Bella Alliança. No dia 15 de abril de 1931, por ocasião de sua emancipação política, passou a denominar-se Rio do Sul.

Rio do Sul, graças à sua posição geográfica privilegiada, impôs-se aos demais núcleos do Alto Vale do Itajaí. Começou logo a desenvolver um intenso comércio de produtos extraídos da área rural, enquanto a indústria surgia aos poucos. Outro fato para o crescimento foi a construção da estrada de ferro, permitindo a exploração de novas fontes de economia, como a madeira.

Com patrimônio arquitetônico diversificado, Rio do Sul destaca-se pela imponência da Catedral São João Batista, com sua história peculiar, e a Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, que se harmonizam com a paisagem natural, formando belos cenários. Edificações antigas, com importância histórica e arquitetônica, também são preservadas, retratando fatos que identificam o município, como as quatro antigas estações ferroviárias, preservadas e transformadas em espaços culturais, mantendo viva a história da ferrovia. Hoje a cidade conta com cerca de 67.000 habitantes.
Fonte: Amavi.org.br

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